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Foto: João Viegas

Semana passada fui convidado pelo querido João Viegas para a abertura da Exposição Termo, uma exposição coletiva de alunos da habilitação de artes gráficas do curso de Artes Visuais da UFMG. Como super admiro o trabalho fotográfico do João, não tive outra escolha a não ser aceitar o convite para conferir de pertinho sua exposição fotográfica, intitulada "Eu me convido ao Outro", que ficou em desenvolvimento a um bom tempo. 
Para quem não está lembrado, ano passado eu e o João fizemos um lindo editorial para o Moleskine Male (Confira aqui), que resultou em ótimos elogios. 
Pois bem, aproveitei um pouco da exposição para registrar algumas fotos, e carinhosamente recebi algumas outras do João para serem compartilhadas aqui no blog, juntamente com um vídeo aonde mostra um pouco mais do seu trabalho exposto. 
A Exposição Trama envolve outros trabalhos, e estará aberta até o dia 24/02/2013, no Centro Cultural da UFMG. Confira mais no Facebook










A arte de ser arquiteto


Hoje passei a tarde em um evento de arquitetura que aconteceu aqui em Belo Horizonte, com a intenção de divulgar a segunda edição da Revista Parayba, produzida pelos jovens pesquisadores da Escola de Arquitetura da UFMG, lá conheci pessoas, conferi o trabalho e mais uma vez me dei conta de que a maioria dos meus amigos são estudantes de Arquitetura. Ironia ou não, acho extremamente exótico e legal isso. Bom, chegando em casa fui pesquisar algumas coisas relacionadas a essa área e me deparei com um artigozinho ótimo que integra a arquitetura com a arte, a filosofia e a literatura, traduzindo a essência desta profissão de maneira simples e apaixonante.


Quanto à arquitetura, é preciso compreender as forças por trás das formas. Arquitetura, pois, como matéria da filosofia, da literatura, das artes visuais; arquitetura, assim, como máquina fabricante de conceitos; o arquiteto, amigo do filósofo, do escritor, do artista, é também amigo do conceito. Ou seu traidor: melhor isso do que torná-lo pétreo.

Arte constrangida pela ciência, a arquitetura é física aplicada: "a forma vem, a gravidade empilha" – memorável frase de Helena Xavier. É, também, biologia aplicada: forma de pele necessária para a adaptação vital do homem ao ambiente. É geologia: o exoesqueleto humano na proposição do filósofo Manuel de Landa. Na prancheta, seja analógica ou digital, ela é geometria e cálculo, matemática aplicada. No canteiro, no agenciamento do trabalho dos operários da construção, a arquitetura é antropologia; nos canteiros das pobres metrópoles da “grande periferia”, ela é a arqueologia das mãos mais ásperas e dos rostos mais sofridos. Na extensão das cidades, a arquitetura se faz geografia e traz materialidade à história.
Rechaço absoluto ao ponto de vista que deseja à arquitetura o status de ciência do artificial, justamente em oposição as ditas ciências naturais. Nada mais natural que a arquitetura, e nada mais natural, ao homem, que a projetação, neologismo emprestado do italiano, compreendido aqui como teia contínua de ajustes necessários à dialética implicada ao homem e seu espaço.
Na tensão entre a invenção e a descoberta, entre a ilusão e a percepção, entre intuição e tradução, entre tradição e traição, a arquitetura é a obra dentro da obra dentro da obra. Eterna, etereamente, mise em abyme.
Desde este ponto de vista (que é, por natureza, pura relatividade), é preciso pensar as formas através das quais a arquitetura acontece. A idéia de projeto como intrincado cognitivo do pensamento: o contexto, o problema, a forma que soluciona um problema num contexto. A construção, os modos de produzir a arquitetura, implicações entre ideologia e tecnologias. Das coisas (intangíveis, situadas no domínio virtual) nascem coisas (tangíveis: com corporeidade no mundo real), livremente introduzindo a expressão de Bruno Munari, e então outro círculo, uma nova volta dialética. A expansão do campo dos possíveis: onda que se observa como partícula quando já outra onda se forma. Um verbo que funda um substantivo: construir uma casa, por exemplo.
Assim, o desenhador (o sujeito epistêmico da arquitetura), debruçado sobre um problema aparentemente banal – a casa para uma família composta por pai, mãe e dois filhos ainda crianças, que desejam gastar o menos possível, mas que a casa seja ampla, bem iluminada e arejada, que seja durável, fácil de manter, com possibilidades de se adaptar, que seja econômica em relação aos custos de água e energia, que seja bonita, um lugar para sonhar –, mas totalmente particular, ainda que absolutamente geral, saberia que não existe uma única, nem sequer uma melhor, solução: saberá que a casa é um continente que, por definição ontológica, está além do arquiteto, e o que o arquiteto pode almejar é, tão somente, uma aproximação.

(ANDRADE, Leandro, 2012)



Via.






'Selling My Juice' por Igor Dewe


Igor Dewe é um designer e performer Francês, seus trabalhos fazem críticas aos diversos códigos da moda no mundo contemporâneo, criticas essas que são percebidas na confecção de seu vestuário, sapatos, acessórios e penteados (geralmente tudo é feito por ele próprio). Em junho deste ano, Igor passou por Belo Horizonte e juntou-se com o pessoal do LaGEAr, que trabalham na Faculdade de Arquitetura da UFMG, e lá trabalharam juntos na confecção de novas propostas para vestuário e objetos com uma pegada mais tecnológica. 
Um amigo meu que estuda na UFMG e trabalha no LaGEAr, me convidou certo dia para uma performance que o artista faria em frente a um sacolão, vestido com roupas e acessórios feitos de frutas, e lá venderia o suco de sua "fruta" por um precinho camarada, R$1,00. Qualquer um que estivesse passando pelo local e quisesse, poderia comprar o suco feito na hora, além de ver todo o prazer do rapaz em preparar o suco. Tirei algumas fotos no dia e encontrei um vídeo que mostra todo o movimento do inicio ao final do prepara do suco. Tive o prazer de tirar uma foto com o francês e ainda aparecer no final do vídeo. hahahaha.

 Gustavo Gontijo e Igor Dewe(Aproveitando para fazer uma homenagem á Luisa Marilac. rs)



São vários os vídeos e fotos que o artista Igor Dewe já fez, e tudo pode ser visto na integra em seu site oficial. Por isso, corre lá e deleite-se com suas intervenções no mundo da moda sempre muito bem elaboradas: www.igordewe.com





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