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Esse final de semana, em mais uma maratona de alugar filmes para assistir em casa, me deparei com essa preciosidade chamada Colegas. Sim, o filme ganhou todo o meu coração, atenção e respeito, pois aborda um tema pouco explorado nos cinemas, a Síndrome de Down. 
Há diversas maneiras de abordar o preconceito em filmes, porém, como essa mensagem será transmitida aos seus receptores é, de fato, algo bem subjetivo. 'Colegas' me ganhou a atenção pois possui um elenco formado por três protagonistas portadores da Síndrome de Down, e todos eles incorporam muito bem seus personagens. 
Sempre gostei de filmes que abordam temas como natureza e liberdade, é como se houvesse em mim uma necessidade de estar sempre correndo atrás de alguma coisa que me fizesse bem, me fizesse sentir livre e leve. E é isso que os três jovens estão correndo atrás no decorrer do filme, de maneira engraçada e um pouco dramática, eles roubam um carro, "assaltam" lojas de conveniência, invadem festas privadas, se divertem, choram, correm perigo e se emocionam, tudo para correr atrás do sonho de cada um. 
Inspirado na história do famoso filme "Thelma & Louise", o destino destes três jovens estão nas mãos do desejo de serem livres e serem eles mesmos.
Guarde ou jogue fora o seu preconceito, e assista a este filme encantador e emocionante. 








Lançamento: 1 de março de 2013 (1h 39min) 
Dirigido por: Marcelo Galvão
Com: Ariel Goldenberg, Rita Pokk, Breno Viola mais
Gênero: Comédia , Aventura
Nacionalidade: Brasil

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Via.


Moleskine Movie - 'AMOUR'




Amor (Amour, 2012, Michael Haneke)

Amor e morte. O antagonismo de duas situações que, subitamente colocadas uma diante da outra, expõe o poder incomparável e dilacerador de cada uma delas neste aclamadíssimo filme do diretor Michael Haneke (A Fita Branca, Caché), onde explora temas habituais por um vértice diferente.

A violência e o ceticismo, bem como a impotência, a angústia e a reflexão geradas no espectador, marcas registradas do austríaco, são oferecidas desta vez sob o sutil viés do sentimento, trazendo inclusive, apesar de todo o peso da narrativa, breves momentos de uma forma nada tradicional de delicadeza.

O drama do casal Georges e Anne, músicos aposentados, interpretados com brilhantismo pelos atores Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva, gira em torno do súbito adoecimento da esposa e as dolorosas conseqüências trazidas por este fato. A triste realidade do padecimento põe em xeque os mais frágeis valores humanos, especialmente personificados na personagem Eva (Isabelle Huppert), filha do casal protagonista, e por vezes nos próprios personagens principais.

A elegância e o requinte dão lugar à decadência e ao sofrimento, a independência é questionada, a insuportável dor da perda iminente é colocada em oposição à ausência e a uma espécie de indiferença. Ainda assim, há um contraponto curioso nesta obra: o amor e a devoção persistentes de Georges por Anne.
Tomadas únicas e ousadas, cenários mínimos, mas brilhantemente compostos e uma fotografia um tanto quanto mórbida, gélida e extremamente apropriada, combinadas a recursos sonoros sutis e ainda assim de grande poder, fazem de “Amor” uma obra de exótica beleza que merece ser contemplada.

Haneke nos conduz com maestria rumo ao inevitável e nos desperta a reflexão de que não importa o quão longe podemos chegar durante a vida. Ninguém é imune às peripécias do destino e do ponto culminante que ele oferece a todos, indistintamente.





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